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Redescobertas
O Gabriel começou a puxar meu óculos. Deve se perguntar porque eu fico todo o tempo com esse brinquedo no rosto. E porque não deixo coloca-lo na boca. Ter um bebê é ganhar a possibilidade de redescobrir a magia da vida. Que coisa engraçada pode ser um óculos, uma estampa na camiseta, um cachorro, uma mão. Todas essas coisas são interessantíssimas se você começa a pensar de onde isso veio, pra que serve, como alguém conseguiu inventar isso, o que mais a gente pode fazer com isso... Essa é a raiz da criatividade.
Chega de falar sério. Meu lindezo está cada dia mais wonderfulllllll!!!!!
Escrito por Márcia às 22h30
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Nossa, estou assistindo aquele programa Super Nanny do SBT. Os casos, até agora só foram dois, são de arrepiar. Fico pensando no meu anjinho crescendo e ficando irreconhecível naquele mar de birra por todos os lados. A Super Nanny tem parecido ser eficiente, apesar de achar que ela passa muito pouco tempo com as famílias. Acho que ainda teria que fazer mais umas duas visitas pra ter certeza de que deu certo o que ela sugeriu...
Por enquanto vou me deliciando com o beicinho do meu lindezo, por enquanto.... Pra prevenir, comecei a gravar os programas.

Escrito por Márcia às 23h17
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A lata e seu peixinho!

Não é lindo?
Escrito por Márcia às 22h09
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Respeitem a lata II
Bom, se não esticaram minha perna, esticaram um panão azul royal na frente do meu rosto, me encheram de fios de monitoramento cardíaco. Chegaram os médicos. Minha perna ainda estava dobrada. Mas será o Benedito?
- Desdobrem a minha perna, por favor?
- Mas está desdobrada. Levanta ela aí pra ela ver.
E não é que eu vi um pé pálido esticado, sendo balançado lá na ponta da maca? Pois é, vi, mas não cri. Ainda estava sentindo a perna dobrada, mas diante da demonstração patética, não tinha mais o que dizer. Eu definitivamente era minoria naquela sala. E depois que me deitaram de novo eu não vi mais nada que estava acontecendo atrás daquele pano.
Algumas descrições de cesarianas que já tinha ouvido, destoaram dessa minha em alguns aspectos. Bom, eu não senti a pressão do bisturi cortando minha pele. Olha depois que vi as fotos do parto, tenho que reconhecer o trabalho do anestesista. Não senti nada da cintura pra baixo. Incrível. Em compensação, do peito pra cima foi um tormento. Senti muita agonia, falta de ar. Agora entendi por que me deixaram o dia passando fome. Se tivesse alguma coisa no estômago teria vomitado na hora. O anestesista era o único ali ao meu lado, me falando pra respirar fundo. Eu tentava, mas parecia que não tinha espaço. Que sensação horrorosa. Aquela hora eu realmente queria acabar com aquilo tudo. Onde estava todo mundo? Era o MEU trabalho de parto e eu totalmente por fora do que estava acontecendo. Tudo que eu pensava é que se fosse normal, eu estaria sabendo, participando, vendo. Acho que eu nunca me senti tão só, nessa vida.
Aí, finalmente escutei alguém falar:
- Então era aí que estava o líquido amniótico.
Nasceu o meu menino, já dando uma bela mijada naquele povo sem noção. Bom, isso eu concluí, porque ninguém teve a brilhante idéia de me avisar. Eles deviam achar que eu enxergava através do pano azul, deve ter sido isso. E então eu comecei a me debulhar em lágrimas. Levaram meu bichinho pra exames Apgar e não sei o que mais lá. Só fui vê-lo bem depois, já vestidinho, lavadinho. Ao menos o papai acompanhou tudo e registrou pra que eu pudesse ver mais tarde. Um consolo pra esse processo, em que, apesar do cuidado cirúrgico, da boa cicatrização, da higiene e tudo mais, me senti uma lata de sardinha sendo aberta.
Felizmente não tive deprê pós parto. Mas toda vez que lembro desse momento sinto vontade de chorar, e não é de alegria. Não era essa a lembrança que gostaria de ter dessa ocasião. A lição é que o parto, mesmo sendo cirúrgico, precisa ser humanizado. Respeito vai além dos cuidados técnicos. A fala e o olhar podem fazer muita diferença nessa hora.
Escrito por Márcia às 22h05
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Respeitem a lata
Depois de cerca de 8 meses lendo e discutindo tudo a respeito do parto normal, inquirindo meu médico, pregando como uma missionária as benesses do parto normal, fazendo exercícios variados para me fortalecer para esse momento, acabei virando mais um número nas estatísticas do parto cesariano.
Pois é, eu também fiz cesariana. Que lástima. Me preparei tanto pra que isso não acontecesse. Já tinha respostas prontas para qualquer desculpinha de praxe que inventassem para me passar a faca. Falta de dilatação? Massagens relaxantes do meu companheiro e paciência. Bebê sentado? Já confirmei nos ultrassons e ele está bonitinho de cabeça para baixo. Cordão em volta do pescoço? O cordão é bem grande para que o parto ocorra sem risco para o bebê. Mas e o oligodramnio moderado? Pois é, com esse eu não contava. Oligodramnio moderado quer dizer que a quantidade de líquido amniótico está muito reduzida, no limite do bem estar do bebê. Que que eu poderia responder a isso???
- Doutor, se o senhor achar melhor fazer a cirurgia hoje, eu já estou de jejum.
Muito fácil? Não quando você acorda as quatro da manhã sentindo seu filho soluçar na sua barriga e ele só para às seis. Não quando a sua barriga diminui de tamanho a cada semana. Não quando você não sabe por onde raios está vazando esse líquido, já que o fluxo sanguíneo demonstra que a produção do dito cujo está beleza. Entre riscos e incertezas, envolvendo ainda a vida do meu rebento, escolhi a experiência. Frustrante, mas aliviante.
Pois bem. Depois de toda a catequização pelo parto normal, lá estava eu pelada na maca, quase sem respirar, abraçando meus joelhos ao máximo para receber a agulhada da anestesia. Estava começando minha mais longa viagem para o mundo do bisturi. Em pouco tempo minhas pernas começaram a formigar e não pararam mais. A seguir começou a esterilização do meu abdômen. Um cara estranho passando um algodão empapuçado de iodo por toda a sua vagina em plena formigação anestésica é uma sensação muito, mas muito escrota. Aquela foi a minha primeira vontade de cancelar aquela cirurgia.
Depois veio a tricotomia. É a raspagem dos pelos pubianos. Outra coisa da qual eu não queria ser vítima, mas aí, já confesso nem ter sentido nada, já estava anestesiada mesmo. Só as minhas pernas ainda formigavam. Imaginem que adorável a sensação de ter pelo menos cinco pessoas, entrando e saindo de uma sala, conversando, e você lá com a xana escancarada pra todo mundo ver. Povo sem coração. Será que ninguém ia ter a bondade de esticar as minhas pernas? Segunda vontade de ir embora. Era melhor pensar no Gabriel.
Escrito por Márcia às 22h04
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Noooossa. Eu estava com 26 seis semanas na última escrevida aqui.
Puxa acho que demorei, hein?
Well, agora quero aumentar a frequência. Meu rebento já está com pouco mais de dois meses. Está lindo e saudável e eu agradeço muito a Deus por isso. Agora vamos lá que eu tenho muito o que falar.
A seguir vou colocar um depoimento sobre o meu parto.
Bjin.
Escrito por Márcia às 22h00
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Saibam logo, como é ter 26 semanas
Quarta-feira Gael faz 26 semanas, mas como a ansiedade é grande, vou colocar logo hoje um resumo de como ele anda se densenvolvendo. A essa altura a minha diversão é sentir suas performances dentro de mim. Essa semana já tenho sentido algo mais forte que os tremores de antes. Parece que eu sinto a posição em que ele está ficando, sabe, conforme o jeito que eu deito. Antes achava que iria achar estranho, mas na verdade tenho achado engraçado.
26ª semana
Os olhos estão bem abertos.
Ainda é bem magro, mas já existe bastante gordura depositada no subcutâneo.
Os movimentos ainda são visíveis e vigorosos.
Sua pele ainda é vermelha.
Continua bebendo o líquido amniótico e fazendo xixi.
Já existe fezes no intestino com resíduos ingeridos no líquido.
O rosto está mais definido, a cada dia que passa., com as feições que terá quando nascer.
O peso é de 800g e seu comprimento de 34,
Escrito por Márcia às 15h17
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É preciso ser muito fêmea pra ser mãe
Curso pra grávidos. Barrigudos assistem com atenção aos ensinamentos da pediatra, que apresenta no seu currículo três gestações, embora ela mesma confesse não ter conseguido escapar da cesárea nas três. Mesmo assim, a sua recomendação é enfática, parto normal é o melhor.
Uma orientação para a geração que desaprendeu os instintos que a natureza transmitiu traz um cartaz com posições recomendadas para esse momento. Enquanto ela descrevia cada uma das posições, Emanuel, ao meu lado, se contorcia na cadeira. Fico pensando, coitado. Quantos homens teriam coragem de parir?
Hoje nem as mulheres têm. Se eu falo que quero ter um parto normal, normal como fomos formadas pra ter, me grelam o olho como seu eu fosse alguma Anormal. Eu, hein? Tenho que me benzer. Já cheguei a me questionar se eu vou agüentar mesmo o tranco. Se na hora, não vou pedir arrego para o bisturi...
Afasto a idéia. Estou me preparando para que tudo aconteça dentro da normalidade da natureza. Por mais que isso possa não parecer normal...
Escrito por Márcia às 14h32
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Em 15/09/2005
Pra entender uma coisa, para absorver um conhecimento, a gente precisa acreditar nele. Ontem passei a acreditar que “é o amor, e não a vida, o contrário da morte”. Roberto Freire (não o do PPS, hein, por favor).
Gabriel está cada vez mais materializado em nossas vidas. Ontem nos esquecemos do mundo olhando pra ele fazendo biquinho. O nosso bebê é lindo e já faz graça pra gente. A ansiedade de ter esse guri balançando o nosso dia-a-dia, só é freada pela consciência de que ele ainda precisa de tempo para amadurecer e poder respirar o ar do mundo.
Como nunca vejo o corpo de uma forma integrada, o princípio do “você é aquilo que você come” se estendeu para o que o meu filho é. Agora acredito no poder de cada laranjinha e na toxidade de cada coca-cola para o meu organismo e do meu bebê.
Acredito que nossos pensamentos possam mesmo atrair coisas boas, ou ruins. A influência sobre os batimentos cardíacos, o lançamento de serotonina ou adrenalina no meu corpo ficam evidentes quando o Gael me lembra que ele também está sentindo a parada.
Acredito no amor como razão para fugir da morte. Muito além do instinto de sobrevivência, o terror em se pensar na interrupção de todo amor que ainda existe para ser sentido. A vida, pura e simples, pode facilmente ser questionada pela sua falta de sentido, de emoção, de utilidade... mas o amor, não. O amor vivido é lindo e cândido. Tanto quanto a gente pode pensar nele. Já o amor não vivido, interrompido pelo fim implacável, é uma ferida sem cura e sem bálsamo. Seu fantasma ronda a vida dos que amam, e sabem, um dia vai se impor em suas vidas.
Até lá, que venha tarde. Bem tarde.
Escrito por Márcia às 14h26
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Puts, dia da mulher. Faz muito tempo que não apareço. Não é a toa que esse lugar está às moscas. Finalmente resolvi uns desentendimentos que andei tendo com a minha senha, e daqui pra frente pretendo tornar as minhas visitas mais assíduas. Infelizmente hoje é um dia em que estou muito puta. Coisas do trabalho. Respirar fundo. Gabriel não tem nada a ver com essa bagunça.
Pra começar, vou postar uns textos que escrevi há uns tempos. E vamos andando, que o dia é longo, ainda.
Escrito por Márcia às 14h24
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Dia da Mulher foi yesterday, eu sei. Mas para não deixar passar essa data em branco neste blog, compartilho a singela homenagem prestada às mulheres por DaNNiel Vilela.

E que os dias das mulheres sirvam pra gente refletir e brigar pelo respeito que merecemos mesmo. Sem abonos de florzinha e escova de graça uma vez por ano. A consideração tem que ser diária e recíproca.
Tudo bem.
Escrito por Márcia às 14h42
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Mulher Invisível II
Essa coisa do ver e ser visto mexe muito com o ego da gente. Leva tempo, em alguns casos a vida inteira, para aprender a lidar com isso. Mesmo que a gente não goste da pessoa, dificilmente gostamos de ser solenemente ignorados. Isso é sempre uma afronta ao nosso ego. Você não consegue deixar de fazer mil e uma conjecturas sobre isso. “Mas por que raios aquele audacioso, ou pior ainda, audaciosa, resolveu me tirar assim, de grandão. Possibilidades existem muitas, das mais inocentes, até as mais detestáveis. A pessoa pode estar simplesmente com o pensamento alto, sem dar atenção às feições a sua volta. Quantas vezes você mesmo já não se viu acusado de ter ignorado alguém, quando simplesmente estava distraído com preocupações terceiras. Ou ainda, problema contumaz entre os colegas míopes, astigmaticos, entre outras deficiencitas visuais, você apenas não viu. Não viu mesmo, só a pessoa te chamando pra você atender ao conhecimento, e ainda assim tem que chegar mais perto pra saber exatamente quem é o dito cujo. Ouuuu, quase passando do lado você se dá conta de que afinal conhece sim o dito cujo, mas ele já passou te olhando com rabo de olho e está xingando até a quinta geração da sua família por você tê-lo ignorado.
Quantas vezes a gente se vê em meio a essas situações e imploramos pela compreensão das pessoas, mas quando a recíproca acontece, a última coisa que costumamos pensar, é que sim, alguém pode não ter te visto assim, só por acaso das preocupações, deficiências, sabe-se lá.
É claro que existe o outro lado da moeda. Tem uns dias na sua vida em que você está se achando, muitas coisas, mas por conta desse “achamento todo” deliberadamente resolve dar um gelão em alguém que um dia, sim, boa parte dos gelos são vingativos, também de deu um MEGA GELÃO. Uauuuu. Essa é de causar sui e homicídios.
E tem os dias em que você não quer ser visto, não quer falar, conversar. Existir já uma tarefa demasiado árdua. Então você tenta vestir aquele look mais insosso do século, nada de maquiagem, nem salto, nem biju. Cabelos sobre o rosto. O ruim de ser míope nessas horas, é que não dá pra usar óculos escuros. Não dá, tem que se virar com o cabelo em cima da cara, pois há, sim, muita, mas muita vergonha nessa cara. Mas aí é que está a pimenta do tempero, porque exatamente nesses dias mundos e fundos reparam em você, reconhecem você e param pra conversar com VOCÊ. Aiiiiiiiiiiii, que ódia. Porque ainda não inventaram um desmaterializador portátil pra ser usado nesses momentos difíceis. Uhhhh! Não quero conversar, você não tá vendo que não quero ser vista???
Vamos lá, vamos lá... Respire fundo, engole esse choro e ponha na cara o sorriso mais amarelo da sua imensa coleção. Responda às perguntas, entre monossílabos, não faça perguntas e diga que está com muita pressa, que precisa ir. Ela insiste, ahhhhhhhhh... Que fazer? Balance os braços, respire, finja que está gostando do papo, mas não pare de olhar o relógio. Você precisa mesmo ir, ou terão que te colocar numa camisa de força. Isso é muito sério!
Pronto, você se desvencilha do polvo tagarela e corre para se esgueirar pelas escadas do shopping. Bastante cabelo no rosto, basta ir tateando pelo corrimão para chegar a saída. Opa, mais um conhecido ali embaixo. Segure o passo, finja que vai apertar o cadarço. Espera... Muito bem, eles sempre preferem o elevador. É isso aí. Se alguém te acusar de não ter cumprimentado... Paciência. Todo mundo tem que aprender a lidar com isso. Estamos aprendendo, rsrsrsrsrs.
Escrito por Márcia às 14h34
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Minha heroínaaaaa
Olha aí,
Pucca, minha heroína. Um exemplo de mulher que sabe lutar pelos seus objetivos.

Pra quem quiser conferir as aventuras dessa coreanazinha da muléstia, aí vai:
http://www.ilovepucca.cjb.net/
Escrito por Márcia às 22h38
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Mulher invisível
Mulher invisível
Hoje fui ao shopping com a minha work galera. Andamos, andamos, andamos. Andando em frente ao café, passo raspando por uns conhecidos de churrascos de amigos em comum. Bom, eles não devem ter lembrado de mim, inacreditavelmente, pois nos churrascos eles sempre se lembram de me cumprimentar pelo nome. Passaram, e nem um “oi”. Tudo bem. Minha auto-estima pode sobreviver a isso, afinal, eles são o tipo de casal superficial com quem não tenho o mínimo interesse em aprofundar relações. Numa boa, viu?
Andamos, andamos, andamos mais pra cima do nosso playshopping. Lá, vejo sentadas, olhos grudados no cardápio de um jet sanduba, sogra e esposa do nosso amigo churrasqueiro. Bom, concentradas como estavam essas pareciam não ter me visto mesmo. Não quis quebrar aquele momento, certamente falando de coisas desagradáveis que elas deveriam estar sabendo recentemente... Deixa pra lá.
Andamos, andamos, andamos, agora pra baixo, pra ver as novidades da nossa banca de revistas preferida. Descendo a escada, me vem subindo a mãe de um outro amigo, que me conhece muito bem, mas... Não me viu. Ela passou por mim, e eu tive uma vontadinha de chamar por ela, mas também não queria comentar a desagradável novidade e me deixei passar.
De repente, já na banca, um estalo: Será que estou viva? Será que sou um espírito que só os meus amigos vêem? Olho pra dona da banca, ela não me olhou. Será que ela não me viu??? Que bobagem – penso quase imediatamente. Ela só não me olhou e isso não tem nada demais. A banca é pequena, e estou ocupando um bom lugar neste espaço. Certamente se fosse só um fantasma, alguém já teria passado por dentro de mim, ou se assustado com as revistas levitando sobre as prateleiras.
Continua amanhã...
Escrito por Márcia às 22h32
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Filizzzz
Ai, ai. Finalmente um ponto pra mim. Estou com minha carteirets de motorista na mão. To tão feliz que deixei ela em cima da minha mesa de trabalho pra ficar olhando. Foi tão difícil conseguí-la.
É isso aí... estou cheia de desagradáveis e fofoqueiras espinhas. Uh. Estou de mudança, em vários sentidos. Tenho uma certa noção de onde vou, mas nada é certeza. Nada, nada. Só quero ser melhor do que sou hoje. Não quero ninguém passando a mão na minha cabeça, principalmente eu mesma. Fiz muito pouco até agora, e ainda tenho muito o que fazer.

Estranha assim. By Jon.
A propaganda está de mudança também, está abrindo horizontes mais calorosos para este ser. Por enquanto tenho mais confiança nesse karma. Tenho visto novos modelos de inspiração, mais especificamente a Africa. Quero ser Africa. Olhar no olho, falar mais alto, atrás do que quero agora, sem perder a vista do que está ali na frente. Ter coragem de assumir o meu riso e fechar os olhos na hora certa. A vida é mais emocionante assim, e pelo menos por enquanto, quero que as coisas corram assim.
Escrito por Márcia às 17h26
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